Románico Atlántico
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Iglesia de San Pedro de la Nave

El Campillo - Zamora

Este belo e distinguido exemplo da arquitetura visigoda foi construído nas margens do rio Esla entre os séculos VII e VIII. Em 1930 foi trasladada para a sua localização atual, de modo a evitar que desaparecera submersa nas águas da albufeira de Ricobayo.

Foi construída seguindo o esquema de uma cruz grega incluída numa planta basilical de três naves, que hoje em dia nos proporciona um curioso exemplo de hibrido entre estes dois tipos de plantas. Os materiais usados são silhares de arenito bem esquadrados, em seco, justapostos com grande precisão, deixando à vista a qualidade da sua construção.

No lado ocidental as naves laterais separam-se da central através de belos arcos em ferradura visigóticos, tipologia repetida em todo o edifício. Destaca-se a decoração dos frisos e capitéis, uma das mais magnificentes da arquitetura visigótica. Entre os relevos distingue-se o capitel do “Maestro de Nave” com caules, folhas e bagos de uva, máscaras, quadrupedes e aves, profusamente ornados. Ainda sobressaem os relevos do cruzeiro, com cenas sobre o Sacrifício de Isaac, Daniel no fosso dos leões e Apóstolos.

El Campillo
El Campillo

Localização

Estudos prévios

Vários estudos prévios ao projeto de restauração estão a ser levados a cabo na igreja de San Pedro de la Nave de El Campillo. Mais concretamente, esta igreja está a ser avaliada através de uma monitorização dos parâmetros ambientais e estruturais que porão em evidência os dados necessários para que se possam encontrar as soluções mais apropriadas aos problemas que venham a ser detetados no projeto.  Também se realizou o levantamento do edifício em três dimensões.

Estudos prévios
Estudos prévios
Estudos prévios
Estudos prévios

Novo Plano de Gestão

A intervenção proposta pela equipa do Românico Atlântico no entorno da igreja de San Pedro de la Nave vai muito além do mero restauro e incide na implementação de um novo plano de gestão do edifício, que visa melhorar e organizar a afluência de visitas, ao mesmo tempo que pretende melhorar a imagem da igreja.

Para tal, foi criado um espaço que funciona como centro de receção de visitantes, integrado no entorno da igreja, que serve para coordenar o acesso ao edifício e que faculta uma área de exposição, onde se podem apresentar as peças e os elementos históricos que a igreja entesourava.

Novo Plano de Gestão
Novo Plano de Gestão
Novo Plano de Gestão
Novo Plano de Gestão

Restauro e Conservação

Embora o edifício apresentasse boas condições de uso ao nível de estruturas, eram visíveis alguns focos de humidade localizados, devido ao estado em que se encontravam as coberturas do mesmo. De forma a evitar e corrigir estas falhas, procedeu-se ao restauro do telhado da igreja, ao qual foi incorporado um novo sistema de ventilação, que permite a entrada de ar a partir do telheiro, e que, devido à diferença de pressão, o deixa sair pela parte superior, gerando uma corrente de ar continua. Esta alteração permite uma ventilação adequada e, consequentemente, melhora a conservação das estruturas do telhado e do edifício. Com o mesmo propósito, ou seja evitar a humidade, o pavimento foi retirado e realizou-se a drenagem perimetral da igreja.

Da mesma forma, procedeu-se à monitorização da igreja de San Pedro de la Nave, através do MHS (Sistema de Monitorização do Património), desenvolvido pela Fundação Santa María la Real, permitindo assim controlar os parâmetros ambientais, através da instalação de higrómetros e luxímetros, entre outros elementos, os quais foram registando as condições de humidade e iluminação do edifício. Os dados obtidos permitiram não só a formulação do projeto de intervenção, mas também assegurar a conservação e manutenção adequadas.

Restauro e Conservação
Restauro e Conservação
Restauro e Conservação
Restauro e Conservação

Iluminação

Outro aspeto importante subjacente à ação na igreja de San Pedro de la Nave diz respeito ao melhoramento das condições de iluminação do edifício, uma vez que este carecia de instalação elétrica e que só contava com a luz natural que entrava pelas seteiras, sendo esta insuficiente, dado o potencial turístico e o interesse que o edifício desperta.

Foi desenhado e instalado um sistema de iluminação, o qual permite adequar a intensidade e a potência da luz à utilização que o edifício possa ter em cada momento e que, para além disso, guia o olhar dos visitantes, facilitando assim a compreensão mais adequada do edifício. De forma detalhada, foram instaladas 13 luminárias, que com aproximadamente 90 watts de potência, garantem a minimização do consumo energético.

Dado a instalação elétrica não estar à vista, o novo sistema tem um impacto visual mínimo, seguindo os critérios do Plano Românico Atlântico, promovido pela Junta de Castilla y León, a Fundação Iberdrola, a Secretaria de Estado da Cultura de Portugal e a Fundação Santa María la Real.

Iluminação
Iluminação
Iluminação
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